Mostrando postagens com marcador Procedimentos de Enfermagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Procedimentos de Enfermagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aferição Pressão Arterial


Pressão Arterial

Os vasos sanguíneos possuem uma pressão no seu interior, sendo este resultado dos batimentos do coração e a contração da parede destes vasos durante a passagem do sangue. O batimento cardíaco é a propulsão de certo volume de sangue através da aorta, realizando a contração de suas paredes empurrando o sangue para frente e o levando a todas as partes do corpo.

Medir, verificar e aferir são termos semelhantes, e todos indicam que se está realizando um exame capaz de mensurar os valores da pressão arterial de um paciente

A aferição da pressão arterial nos permite direcionar condutas terapêuticas individuais, monitorar prevalências populacionais e identificar fatores de risco associados à hipertensão arterial e acurácia deste procedimento tem valor fundamental.
Pela sua importância, deve ser estimulada e realizada, em toda avaliação de saúde, por médicos de todas as especialidades e demais profissionais da área de saúde desde que treinados.

A posição recomendada para verificação da pressão arterial é a sentada. Porem recomenda-se uma aferição na posição ortostática pelo menos na primeira avaliação.

Métodos de Aferição Não invasivo.

Método auscultatório ou palpatório com o uso do esfigmomanômetro aneróide ou coluna de mercurio

Aparelho automático oscilométrico que consiste na utilização de aparelhos automáticos e semi-automaticos para aferição dos níveis pressóricos.

Monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) permite o registro da pressão arterial por método indireto e intermitente durante 24 horas enquanto o paciente realiza suas atividades habituais na vigília e durante o sono.

Monitorização residencial de pressão arterial (MRPA) é o registro da pressão arterial por método indireto com três medidas pela manha e três a noite durante 45 dias, durante a vigília no domicilio e no trabalho com aparelhos validados.

O Tamanho do Manguito.

O tamanho do manguito é de grade importância para garantir a acurácea das medidas da pressão arterial. Estes devem ser escolhidos de acordo com a faixa etária e os locais de medição da pressão arterial. O uso incorreto pode acarretar em aferições errôneas.
A largura da borracha deve ser de 40% da circunferência do braço e seu comprimento envolver pelo menos 80%.


O local para vefiricação

O local mais comum de verificação da pressão arterial é no braço, usando como ponto de ausculta a artéria braquial. O equipamento usado é o esfigmomanômetro ou tensiômetro, vulgarmente chamado de manguito, e para auscultar os batimentos, usa-se o estetoscópio.
Os sons encontrados

Os sons auscultados durante a aferição são denominados de ruídos de Korotkoff. Podemos classificados em 5 tipos.
I ou K1 - Som súbito, forte, bem definido, que aumenta em intensidade
II ou K2 - Os segundos sons são os murmullos ouvidos na maior parte do espaço
III ou K3 - Desaparecimento dos sons soprosos e surgimento de sons mais nítidos e intensos (semelhantes ao da fase I), que aumentam em intensidade.
IV ou K4 - Os sons tornam-se abruptamente mais suaves e abafados, são menos claros
V ou K5 - Desaparecimento completo dos sons

Os dados obtidos - Numeros

Os números encontrados durante a aferição indicam uma medida de pressão calibrada em milímetros de mercúrio (mmHg). O primeiro número, ou o de maior valor, é chamado de sistólico, e corresponde à pressão da artéria no momento em que o sangue foi bombeado pelo coração. O segundo número, ou o de menor valor é chamado de diastólico, e corresponde à pressão na mesma artéria, no momento em que o coração está relaxado após uma contração.

Media dos valores encontrados nem adultos

Classificação PAS PAD

Normal <120>
Pre Hipertensão 120-139 80-89
Hipertensão Fase I 140-159 90-99
Hipertensão Fase II >160 >100

Média dos valores encontrados em crianças.

Idade Média de Valores PAS/PAD

0-3 meses 75/5o
3-6 meses 85/65
6 -9 meses 85/65
9-12 meses 90/70
1 - 3 anos 90/65
3-5 anos 95/60
5 -7 anos 95/60
7-9 anos 95/60
9-11 anos 100/60
11-13 anos 105/65
13-14 anos 110/70

Tecnica de Medição da Pressão Arterial

1. Explicar o procedimento ao paciente, orientando que não fale e descanse por 5-10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável. Promover relaxamento, para atenuar o efeito do avental branco (elevação da pressão arterial pela tensão provocada pela simples presença do profissional de saúde, particularmente do médico).
2. Certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia; não praticou exercícios físicos há 60-90 minutos; não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou fumou até 30 minutos antes; e não está com as pernas cruzadas.
3. Utilizar manguito de tamanho adequado ao braço do paciente, cerca de 2 a 3 cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha deve corresponder a 40% da circunferência do braço e o seu comprimento, envolver pelo menos 80%.
4. Manter o braço do paciente na altura do coração, livre de roupas, com a palma da mão voltada para cima e cotovelo ligeiramente fletido.
5. Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneróide.
6. Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para a estimativa do nível a pressão sistólica; desinflar rapidamente e aguardas um minuto antes de inflar novamente.
7. Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva.
8. Inflar rapidamente, de 10 em 10 mmHg, até ultrapassar, de 20 a 30 mmHg, o nível estimado da pressão sistólica. Proceder a deflação, com velocidade constante inicial de 2 a 4 mmHg por segundo. Após identificação do som que determinou a pressão sistólica, aumentar a velocidade para 5 a 6 mmHg para evitar congestão venosa e desconforto para o paciente.
9. Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), seguido de batidas regulares que se intensificam com o aumento da velocidade de deflação. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff). Auscultar cerca de 20 a 30mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff).
10. Registrar os valores das pressões sistólicas e diastólica, complementando com a posição do paciente, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a medida. Não arredondar os valores de pressão arterial para dígitos terminados em zero ou cinco.
11. Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas.
12. O paciente deve ser informado sobre os valores obtidos da pressão arterial e a possível necessidade de acompanhamento.

Principais problemas e erros verificados durante o procedimento:

Manômetro de coluna mercúrio
* menisco abaixo do ponto zero
- acrescentar mercúrio no reservatório
* oscilação excessiva da coluna ou dificuldade de subida na inflação
- limpar ou trocar o diafragma no topo da coluna de mercúrio


Manômetro aneróide
* descalibração não é aparente
- testar calibração (pelo menos de 6 em 6 meses), contra coluna de mercúrio, usando conector em Y

Tubos de borracha, pera e válvula de exaustão
* vazamento nos tubos de borracha e válvulas
- trocar tubos de borracha e válvulas

Bolsa de borracha
* bolsa de borracha muito estreita causa falsa elevação na pressão e muito larga, falsa diminuição da pressão
- usar manguito adequado ao braço do paciente ou tabelas/fitas de correção
* relação inadequada entre a largura e o comprimento da bolsa de borracha
- a relação entre o comprimento/largura da bolsa deve ser 2 : 1
* manguito não centralizado na artéria braquial, eleva a pressão arterial
- colocar a porção central da bolsa sobre a artéria braquial

Manguito
* manguito aplicado sobre as roupas, falseia os valores
- manter o braço desprovido de roupas

Estetoscópio
* tubos excessivamente longos dificultam a ausculta
- empregar tubos mais curtos
* mal adaptado aos ouvidos, dificulta a asculta
- manter a curvatura voltada para a frente do observador

Observador
* não alinhamento dos olhos do observador com a escala do manômetro pode causar leituras errôneas
- manter os olhos à altura do menisco do menisco da coluna de mercúrio e, no manômetro aneróide, incidi-los diretamente sobre o mostrador
* preferência por números terminados em “0” ou “5”
- proceder a leitura do manômetro acuradamente a cada 2 mmHg, evitando arredondamentos
* rechecagem da pressão sistólica antes da deflação total do manguito
- para verificar novamente a pressão sistólica, desinflar totalmente o sistema, aguardando 1 a 2 minutos antes de reiniciar a medida da pressão arterial
* mãos do observador,equipamentos e ambiente excessivamente frios, elevam a pressão arterial
- manter material e equipamentos, ambiente e mãos em temperatura agradável
* interação inadequada entre o observador e o paciente podem elevar a pressão arterial
- procurar afastar a tensão e ansiedade, estabelecendo relação de confiança com o paciente. Evitar conversar durante a medida da pressão arterial

Paciente
* ingestão recente de bebida alcoólica, café, fumo e distensão vesical, interferem na medida
- evitar uso de bebida alcoólica, café, refeições e fumo, pelo menos 30 minutos antes da medida. Certificar-se de que o paciente está com a bexiga vazia
* exercícios físicos antes da medida da pressão arterial podem elevá-la
- descanso prévio em ambiente calmo, por pelo menos 5 a 10 minutos, promovem o relaxamento do paciente

Procedimento de medida da pressão arterial
* não estimação do nível de pressão sistólica
- palpar o pulso radial; inflar o sistema até o desaparecimento do pulso para estimar a sistólica
* inflação excessiva do sistema provoca dor e eleva a pressão arterial.
- inflar apenas 20 a 30 mmHg acima da pressão sistólica estimada
* deflação muito rápida, diminui a sistólica e aumenta a diastólica e, quando muito lenta, aumenta a pressão
- manter velocidade de deflação de 2 a 4 mmHg/seg até ultrapassar a sistólica, em seguida, aumentar gradativamente
* dificuldade na ausculta dos sons de Korotkoff
- inflar o manguito, estando o braço do paciente acima da altura da cabeça por 30 segundos. Em seguida, colocar o braço na posição correta e medir a pressão arterial
* determinação incorreta da pressão sistólica
- a pressão sistólica deve ser registrada de acordo com a fase 1 de Korotkoff (início do som)
* determinação incorreta da pressão diastólica
- a pressão diastólica será determinada com o desaparecimento do som (fase 5 de Korotkoff)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Administração de Medicação Via Intramuscular (IM)



A aplicação de medicação intramuscular consiste na introdução de liquido dentro da massa muscular.
Para minimizar os efeitos colaterais ocasionalmente encontrados o profissional devera avaliar rigorosamente a alguns aspectos antes de selecionar o local da aplicação.

Distância em relação a vasos e nervos importantes;
Musculatura desenvolvida para absorver o medicamento;
Espessura do tecido adiposo;
Idade do paciente;
Irritabilidade do paciente;
Atividade do paciente;
Evitar tecido cicatricial ou endurecido.

As injecções IM podem ser bastante dolorosas ou desconfortáveis porque penetram profundamente nas camadas musculares, que são bastante inervadas por fibras sensitivas. Por outro lado, a injecção IM está associada a um maior risco de lesão em nervos e vasos sanguíneos se um vaso sanguíneo for perfurado durante uma injecção (hematoma). Os medicamentos administrados por via IM não precisam de ser administrados tão frequentemente como as injecções IV ou subcutâneas, mas devem ser administradas por um profissional de saúde ou sob a sua supervisão, uma vez que é necessário evitar que estas injecções atinjam o osso ou os nervos.

É essencial, além do conhecimento do procedimento técnico, também compreender as ações da medicação para administrá-la de forma a incrementar seu efeito terapêutico e evitar ou minimizar seus efeitos colaterais.

A aplicação intramuscular deve ser indicada quando:
Necessitamos de medicações de ação rápida porem não imediata.
Para a administração de substâncias irritantes (aplicadas sempre profundamente no músculo);
Introdução de substâncias de difícil absorção, como metais pesados, medicamentos oleosos e demais substâncias consideradas consistentes;
Aplicação de maior volume de soluções (volume igual ou inferior a 4-5ml);

O volume Maximo a ser aplicado deve ser avaliado de acordo com a massa muscular do paciente.

Região deltóidea:2 ml
Região dorsoglutea: 4 ml
Região ventroglutea: 4 ml
Região anterolateral da coxa: 3 ml

A agulha deve ser sempre introduzida em posição perpendicular à pele, ou seja em um ângulo de 90°.
O bisel da agulha deve ser posicionado de forma lateral, minimizando as agressões as fibras musculares minimizando a dor durante o procedimento e as complicações.

As aplicações nunca devem ser realizadas com o paciente em pé, pois caso o paciente apresente complicações durante aplicação, pode cair.

Pode ser aplicado soluções aquosas, oleosas e suspensões.

Os locais de aplicação:

Região deltóidea (músculo deltóide)

A delimitação deverá ser feita marcando quatro dedos abaixo do final do ombro e no ponto médio no sentido da largura(ao nível da axila), 3 a 3,5 cm acima da margem inferior do deltóide. O paciente deve permanecer deitado ou sentado com o braço ao longo do corpo ou com o antebraço flexionado em posição anatômica, com exposição do braço e ombro. ;
Varias são as desvantagens deste local, a grande sensibilidade e a pequena quantidade de liquido injetado são umas delas.
O uso desta região esta caindo em desuso devido ao grande numero de complicações apresentadas. Podemos dizer que é a ultima escolha em relação ao local para aplicação.
Ultimamente esta sendo indicada apenas para administração de vacinas.

Região dorso glútea (músculo glúteo Maximo)

Podemos considerar o segundo local de escolha para administração de medicação via intramuscular.
A área é estabelecida traçando-se um eixo imaginário horizontal com origem na saliência mais proeminente da região sacra, e outro eixo vertical, originando na tuberosidade isquiática, cuja linha de conexão fica paralela ao trajeto do nervo ciático. A injeção é aplicada no quadrante látero-superior externo.
O correto posicionamento deste local nos deixa seguros quanto a evitar lesões no nervo ciático.
Posicionar o paciente em decúbito ventral, com a cabeça voltada para o aplicador (para melhor observação de desconforto ou dor durante a aplicação),os braços ao longo do corpo e os pés virados para dentro. Os pés virados para dentro evita que a pessoa contraia a musculatura.
Crianças deverão estar deitadas firmemente no colo de uma pessoa adulta, em decúbito ventral.
É contra indicada em:
Criancas menores que dois anos;
Criancas maiores que dois anos com reduzido desenvolvimento muscular;
Pessoas com atrofia dos musculos da regiao;
Idosos com flacidez e atrofia senil;
Pessoas com insuficiencia e complicacoes vasculares dos MMII.

Região ventroglútea (músculo glúteo médio e mínimo)

Também conhecida como rochstter, é a mais utilizada em países desenvolvidos.
É a região mais indicada por estar livre de estruturas anatômicas importantes como vasos sangüíneos ou nervos significativos. O posicionamento dos feixes musculares previne o deslizamento do medicamento em direção ao nervo ciático.
Esta região é assinada colocando a mão esquerda no quadril direito do paciente e vice-versa; aplica-se a injeção no centro do triângulo formado pelos dedos indicador e médio quando o primeiro é colocado na espinha ilíaca antero-superior e o segundo na crista ilíaca.

Esta é uma região indicada para qualquer faixa etária, especialmente crianças, idosos, indivíduos magros ou emaciados. O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, lateral, ventral ou sentado.
A desvantagem deste local é a visualização do local de aplicação pelo paciente, e a apreensão deste e dos profissionais de saúde pelo pouco uso deste local, sendo que estes muitas vezes sentem-se inseguros quando a esta técnica;

Região face ântero-lateral da coxa (músculo vasto lateral)

Local seguro por ser livre de vasos sangüíneos ou nervos importantes nas proximidades. Os grandes vasos e nervos percorrem a região póstero-medial dos membros inferiores.
Apresenta grande massa muscular, sendo uma extensa área de aplicação,podendo receber injeções repetidas; Proporciona melhor controle de pessoas agitadas ou crianças chorosas e é de fácil acesso, tanto para o profissional, como para o próprio paciente que dela poderá utilizar-se sozinho.
O local é identificado dividindo-se a área entre o joelho e o grande trocanter em terços; a injeção é aplicada na face lateral do terço médio. Determina-se o local respeitando a distância de 12 cm abaixo do trocanter maior e 9 e 12 cm acima do joelho. A aplicação é feita entre a linha média lateral e a linha média anterior da coxa.

Complicações Durante e após Aplicação

A equipe de enfermagem deve assegurar que o procedimento seja realizado da forma mais segura possível para minimizar as complicações.
A maioria das complicações são encontradas nos músculos deltóide, glúteo maximo e vasto lateral.
A região vento glútea oferece menor risco de complicação devido ao fato de ser livre de vasos sanguineos e nervos importantes e a menor estrutura dos tecido subcutâneo quando comparado aos outros músculos.

Lesão dos nervos radial, ulnar, escapular ou axilar;
Lesão tissular de ramos do feixe vasculonervoso ( artérias e veias circunflexas, ventral e dorsal...) Paralisia dos músculos do membro superior;
Lesão da artéria umeral;
Lesão do nervo circunflexo com provocação do chamado sinal de Anger (parestesia da parte posterior do deltoide);
Atrofia do deltoide;
Abcessos;
Infecoes inespecíficas;
Gangrena por lesão de vasos sanguíneos;
Ulceração ou necrose tecidual por administração de medicamentos contra indicados para esta via;
Reações orgânicas por intolerância a solução injetada;
Tétano e/ou hepatite, em decorrência da contaminação do material durante o manuseio;
Inflamações provocadas por medicamentos irritantes aplicados em grande volume;
Nódulos e fibroses por aplicações repetidas no mesmo local.

Normalmente resultantes de:

Má delimitação do músculo
Uso de técnica não asséptica
Excesso de volume administrado
Administração de solução irritante

Técnica em Z ou Trilha em Z

Técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.

Segurar a pele esticada durante a aplicação com o dedo indicador para que após a retirada da agulha a inserção inicial mude de lugar evitando extravasamentos e melhor distribuição da medicação.

Material Necessário

Ampola ou frasco-ampola com medicamento;
Recipiente provido de tampa com bolas de algodão secas;
Almotolia com álcool a 70%;
Serrinha caso ampola não seja pre-serrada;
Seringa de 3 ml, 5 ml ou 10ml;
Agulha para aspiração de calibre 25x8, 25x9, 25x10, 30x9, 30x10, 40x12'ou 40x16;
Agulha para aplicação com calibre 25x7, 25x8, 30x7 ou 30x8;
Cuba-rim para lixo.

Técnica de Aplicação

Lavar as mãos
Com o material previamente preparado, colocar a bandeja sobre a mesa de
cabeceira;
Orientar o paciente sobre o que será feito, preparando-o psicologicamente
Escolher local de aplicação.
Posicionar o paciente e forma confortável e segura.
Fazer anti-sepsia
Segurando a bola de algodão entre os dedos da mão esquerda, retirar o protetor da agulha;
Com os dedos indicador e polegar da mão esquerda, esticar a pele afastando o tecido subcutâneo ou fazer uma prega mais profunda
Introduzir toda a agulha em angulo de 90 graus de uma só vez
Soltar o músculo e puxar o embolo;
Se houver retorno de sangue, retirar a seringa, comprimir o local e realizar nova punção;
Apos injetar lentamente a solução, retirar a agulha
Observar reações no paciente antes e depois da aplicação;
Levar todo o material a sala de serviço e desprezar agulha e seringa
sem desconcertar ou reencapar a agulha, em recipiente próprio para material perfuro cortante;
Limpar e desinfetar a bandeja, deixando, o ambiente em ordem;
Checar no prontuário o medicamento administrado e anotar possíveis reações observadas.

Nunca devemos massagear ou comprimir o local com força.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Escala de Coma de Glasgow


A escala de coma de Glasgow (ECG) é uma escala muito utilizada pela equipe de saude para avaliação do estado neurológico, é confiavel e objetiva sendo utilizado nas avaliações iniciais e contínuas após um traumatismo craniano. Seu valor também é utilizado no prognóstico do paciente e é de grande utilidade na previsão de eventuais seqüelas.
Tem importante papel na padronização da linguagem tanto verbal como escrita possibilitando uma real avaliação e melhor monitoramento
Sua utilização é rapida e facil.
A escala compreende três testes: respostas de abertura ocular, fala e capacidade motora. Os três valores separadamente, assim como sua soma, são considerados.
A somatoria maxima dos indicadores é de 15 pontos encontradas em individuos sem comprometimento neurologico em relação a consciencia. A pontuação minima encontrada é de 3 pontos em individuas sem qualquer resposta verbal, motora ou ocular sendo compativel com morte cerebral.


Aferição do Pulso


São sinais de vida
Normalmente, a temperatura, pulso e respiração permanecem mais ou menos constantes. São chamados "Sinais Vitais", porque suas variações podem indicar enfermidade. Devido à importância dos mesmos a enfermagem deve ser bem exata na sua verificação e anotação.

Pulso
Conceito:
É o nome que se dá à dilatação pequena e sensível das artérias, produzida pela corrente circulatória.
Toda vez que o sangue é lançado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime moderadamente a artéria contra uma estrutura dura.

Locais onde pode ser verificado
Normalmente, faz-se a verificação do pulso sobre a artéria radial. Quando o pulso radial se apresenta muito filiforme, artérias mais calibrosas como a carótida e femoral poderão facilitar o controle. Outras artérias, como a braquial, poplítea e a do dorso do pé (artéria pediosa) podem também ser utilizadas para a verificação.

Freqüência Fisiológica:

Homem 60 a 70
Mulher 65 a 80
Crianças 120 a 125
Lactentes 125 a 130

Observação: Existem fatores que alteram a freqüência normal do pulso:

Fatores Fisiológicos:
Emoções - digestão - banho frio - exercícios físicos (aceleram)
Certas drogas como a digitalina (diminuem)

Fatores Patológicos:
Febre - doenças agudas (aceleram)
Choque - colapso (diminuem)

Regularidade:
Rítmico - bate com regularidade
Arrítmico - bate sem regularidade

O intervalo de tempo entre os batimentos em condições normais é igual e o ritmo nestas condições é denominado normal ou sinusal. O pulso irregular é chamado arrítmico.

Tipos de Pulso:
Bradisfigmico - lento
Taquisfígmico - acelerado
Dicrótico - dá a impressão de dois batimentos

Volume: cheio ou filiforme
Observação: o volume de cada batimento cardíaco é igual em condições normais. Quando se exerce uma pressão moderada sobre a artéria e há certa dificuldade de obliterar a artéria, o pulso é denominado de cheio. Porém se o volume é pequeno e a artéria fácil de ser obliterada tem-se o pulso fino ou filiforme.

Tensão ou compressibilidade das artérias
Macio - fraco
Duro - forte

Terminologia:
- Nomocardia: freqüência normal
- Bradicardia: freqüência abaixo do normal
- Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico
- Taquicardia: freqüência acima do normal
- Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico

Material para verificação do pulso:
- Relógio com ponteiro de segundos.

Procedimento:
- Lavar as mãos;
- Explicar o procedimento ao paciente
- Coloca-lo em posição confortável, de preferência deitado ou sentado com o braço apoiado e a palma da mão voltada pra baixo.
- Colocar as polpas dos três dedos médios sobre o local escolhido pra a verificação;
- Pressionar suavCor do textoemente até localizar os batimentos;
- Procurar sentir bem o pulso, pressionar suavemente a artéria e iniciar a contagem dos batimentos;
- Contar as pulsações durante um minuto (avaliar freqüência, tensão, volume e ritmo);
- Lavar as mãos;
- Registrar, anotar as anormalidades e assinar.

Pulso apical:
Verifica-se o pulso apical no ápice do coração à altura do quinto espaço intercostal.

Observações importantes:

- Evitar verificar o pulso em membros afetados de paciente com lesões neurológicas ou vasculares;
- Não verificar o pulso em membro com fístula arteriovenosa;
- Nunca usar o dedo polegar na verificação, pois pode confundir a sua pulsação com a do paciente;
- Nunca verificar o pulso com as mãos frias;
- Em caso de dúvida, repetir a contagem;
- Não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso pode impedir de sentir o batimento do pulso.

Bibliografia:
Manual de procedimentos básicos de Enfermagem / Coordenadora: Maria Isabel Sampaio Carmagnoni - Rio de Janeiro- 1996

sábado, 9 de janeiro de 2010

Administração de Medicação Via Subcutânea



Esta via consiste na administração de medicamento na hipoderme, conhecido também como tecido subcutâneo, através da pele.
É indicada para administração de hormônios (insulina, adrenalina), vacinas e anticoagulantes e outras soluções aquosas e suspensões não irritantes
Tem como característica uma absorção mais rápida para a corrente sangüínea do que por via oral e mais lenta quando comparada a via muscular devido sua absorção pelos capilares sanguíneos
Provoca um mínimo traumatismo tecidual e comporta um pequeno risco de atingir vasos sanguíneos de grande calibre e nervos sendo assim pouco dolorosas.

Indicação


  • Absorção lenta

  • Efeito prolongado

Locais de Aplicação

É importante alternar os locais de injecção, para evitar as reações no local da injecção.


  • Face externa do braço

  • Região escapular

  • Região abdominal

  • Nádegas

  • Face externa da coxa




Ângulo da Agulha


  • Indivíduos magros: 30°

  • Indivíduos normais: 45°

  • Indivíduos gordos: 90°

Volume Maximo



  • 2 ml

Complicações


  • Infecções

  • Abscessos

  • Embolias

  • Lesão de nervos

  • Necrose tecidual

  • Fenômeno de Arthus: formação de nódulos com pontos de necrose (repetição de local de aplicação)

  • Tecido fibrotico: por volume excessivo, administração rápida e falta de rodízio.


Veja a tecnica de aplicação neste video no Youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=QiAf8Ntd_RA




Exercicios para estimular o aprendizado no calculo de medicações

1 – Transformar unidade em ml:

35 U 80 U 45 U 70 U
68 U 55 U 120 U 300 U
36 U 150 U 40 U 20 U

2 – Transformar ml em unidade:
1,2 ml 1,3 ml 0,2 ml 0,4 ml
0,65 ml 2,36 ml 1,72 ml 0,88 ml
0,45 ml 0,66 ml 0,55 ml 1,90 ml



3 – PM: Insulina NPH 30 U SC

Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.

Quantos ml administrar? (0,3)



4 – PM: Insulina NPH 60 U SC

Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.

Quantos ml administrar? (0,6)



5 – PM: Insulina NPH 50 U SC

Temos insulina 100 U/ml e seringas de 3 ml.

Quantos ml administrar? (0,5)



6 – PM: Heparina 600 U SC.

Temos Heparina 5.000 UI/0,25 ml

Quantos ml fazer? (0,03)



7 – PM: Liquemine 1000 U SC.

Temos Liquemine 5.000 UI/0,25 ml

Quantos ml fazer? (0,05)



8 – PM: Heparina 10.000 U SC.

Temos Heparina 5.000 UI/0,25 ml

Quantos ml fazer? (0,5)



9 – PM: Heparina 5.000 U SC.

Temos Heparina 25.000 UI/5 ml

Quantos ml fazer? (1,0ml)



10 – PM: Heparina 2.000 U SC.

Temos Heparina 25.000 UI/5 ml

Quantos ml fazer? (0,2 ml)